Coletivo

Associação Flor do Croá

Área de Atuação

Artesanato

Funções

Descrição curta

Associação que trabalha com as fibras extraídas do Croá para desenvolver a arte.

E-mail: aflordocroa@gmail.com

Telefone Público: (88) 98124-3393

Endereço: Rua Maria Veneranda, , Pindoguaba, Tianguá, undefined, CE, 62320-000

Estado: CE

Município:

CEP: 62320-000

Logradouro: Rua Maria Veneranda

Número: 0

Complemento:

Bairro: Pindoguaba

Descrição

Histórico Flor do Croá

O caroá (nome cientifico: Neoglasiovia variegata), também conhecido como gravatá, gravá, caruá, croatá, caraguatá e coroatá, é um tipo de bromélia de poucas folhas, com flores vermelhas ou rosadas. Seu nome vem da palavra em tupi kara wã, que significa talo com espinho. É uma planta resistente e típica das áreas de Caatinga. As folhas do caroá fornecem fibras resistentes utilizadas na confecção de barbantes, linhas de pesca, tecidos, cestos, esteiras e chapéus, além de outras peças artesanais e decorativas.
Nos anos de 1880, quando chegaram os primeiros moradores na comunidade de Palmeirinha (atual Pindoguaba), o croá, a época conhecido pelos populares como imbira já começava a ser trabalhado principalmente nas construções das casas de pau a pique (taipa de mão), substituindo o cipó nas amarrações das tramas de madeira para preenchimento com barro. Posteriormente, passou a ser usada para fazer cordas, cabrestos e peias (utilizada na técnica de piar o jumento, que consiste em prender paralelamente uma extremidade da corda em uma pata dianteira e a outra em uma traseira objetivando limitar seus movimentos) para animais, mantas, redes etc.
Entre os anos 1940 e 1970, o croá foi muito explorado, sendo instalada na cidade de Tianguá uma “mini indústria” denominada de fábrica do caroá, destino dos feixes de folhas de croá extraídos pelos populares e comercializados para indústria de beneficiamento. Com o aumento na demanda pela planta, eis que surge dona Maria Joana Silva, como uma das pioneiras na comercialização das cordas trançadas com a fibra oriunda do croá, passando a comprar a produção das pessoas da comunidade e vender nas feiras da região, principalmente em Tianguá e Viçosa do Ceará. Foi então, que nessa mesma época foi inventado o carretel, uma pequena máquina de produção artesanal que fazia com que a produção das cordas fossem mais rápida
Durante quarenta anos o croá foi a segunda maior fonte de renda da comunidade de Pindoguaba,perdendo apenas para a agricultura.
Nos inícios dos anos 80, começa na comunidade a exploração de pedras, que eram usadas em calçamentos,(pavimentações), alicerces de casas, pontes e outros. Também surgem no mercado outros tipos de fibras ,fazendo com que a exploração do croá fosse diminuindo aos poucos,e posteriormente, deixando de ser trabalhado e ficando esquecido por muito tempo.
Em 2006, foi realizado na comunidade de Pindoguaba um trabalho de resgate da cultura do croá, através da secretaria de cultura do município, sebrae e associação comunitária, tendo como objetivo formar um grupo de pessoas para trabalhar novamente com o croá, mais com uma tipologia diferente, o artesanato. Apartir de então começa uma jornada de reuniões e discussões sobre o assunto.

Vídeos

Galeria

evento entre e Baixar Planilha

Publicado por

Claudia Rocha

Sou Claudia Rocha, artesã. Trabalho com artesanato e desenvolvo trabalhos com uma fibra natural do lugar onde vivo. Preocupada com a preservação do eco sistema, produzo peças com corantes naturais de forma sustentável. Tenho como meta sensibilizar cada vez mais pessoas para o olhar responsável para o meio ambiente a fim de preservar esta fibra nativa peculiar desta desta região.

Nome:

E-mail:

Tipo:

Mensagem:

Enviando mensagem

Enviando mensagem