“CAVUCAR” ficcionaliza a possível descoberta dos restos mortais da beata Maria de Araújo, mulher que protagonizou o Milagre da Hóstia em 1989, em Juazeiro do Norte, Ceará. Perseguida e enclausurada até a morte, seus ossos foram depois sequestrados, permanecendo desaparecidos até hoje. Invisibilizada pela Igreja, Maria foi silenciada na história oficial da construção de um dos maiores centros de fé católica do mundo. O espetáculo tensiona essas violências e convoca o público a fabular caminhos, reescrevendo o que foi soterrado. Na cena, o fantástico convoca para a construção de contra narrativas: Suponhamos! “CAVUCAR” ergue-se como um grito contra o esquecimento e a negação da memória. É convite a um gesto coletivo em honra de Maria Magdalena do Espírito Santo de Araújo: romaria dos que restam, procissão dos que não esquecem.